Por diversos motivos e sementes plantadas desde a derrota na final de 2002 para o Brasil, a Alemanha é campeã mundial em 2014. O quarto título da história do país, que tem no seu campeonato nacional, a maior média de público do mundo. Os alemães tratam o futebol com respeito e decência. Isso envolve o torcedor, o garoto das categorias de base, arbitragem, tudo... Venceu o melhor e mais preparado time. Se fez justiça no Maracanã na tarde deste domingo, 13 de julho de 2014.
A final foi equilibrada. A Argentina teve mais chances claras de matar o jogo mas desperdiçou com seus atacantes que não tiveram sangue frio. Coube a um garoto de 22 anos, Mario Götze, ter este sangue de barata para matar o melão no peito e chutar de canhota para tirar Romero da jogada. Bola na rede. Explode, Berlim, Munique! Merkel no camarote, aplaudiu orgulhosa.
Neuer merece um parágrafo. Seguro, arrojado, goleiraço. Me atrevo a dizer que Neuer está entre os 5 maiores goleiros da história do futebol. Mereceu a Luva de Ouro.
Klose! O maior artilheiro da história das Copas com 16 gols. Deixou nada menos que o fenômeno Ronaldo pra trás. Não é brilhante, mas esteve na hora certa em diversas vezes e conseguiu empurrar a gorducha pra dentro. Fez gols importantes. Mereceu, fazer o que? Mas Thomaz Müller tem 10 gols em Copas e pode ter dois mundiais ainda pela frente. Te cuida, Klose.
A vitória alemã faz bem pro futebol. Premia a competência. Alemanha foi finalista em 2002, perdeu. Se reformulou com competência. Semifinalista em 2006, foi aplaudida em casa pelos torcedores que aprovaram o novo modo de jogar dos alemães. Semifinalista em 2010. Campeã em 2014. Eles não dormem no ponto. Levam o esporte a sério. Estudam. Investem. Espalharam centros de formação de jogadores em todo o país. Incentivaram técnicos com visão nova do futebol. Futebol ofensivo, de posse de bola, volume de jogo. Por essas e outras veio o título.
Pra finalizar, não vamos esquecer do nosso problema, a nossa Seleção. Se queremos voltar a reinar no futebol, a reformulação é necessária. O eterno 7x1 precisa continuar soando alto nos ouvidos brasileiros. Até que a mudança venha. Como os campeões fizeram. Parabéns, Alemanha. É TETRA!!!
domingo, 13 de julho de 2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
O Massacre do Mineirão
Com 25 minutos do primeiro tempo estávamos nocauteados, sem reação, agonizando e tentando entender o que se passava no Mineirão. Jogo equilibrado até sofrer o gol de bola parada logo aos 10 minutos. O Brasil ia pra cima e apertava. Depois do gol, começou o massacre do Mineirão. Neymar fez falta, muita falta. Mas sem Thiago Silva foi como se a defesa não existisse no primeiro tempo do jogo. Pelo que jogou, a Alemanha ganharia do Brasil com ou sem Neymar e Thiago Silva, mas creio que o baile não seria tão grande. Essa humilhação põe na conta do Felipão e sua teimosia.
Thomaz Müller desfilando no meio campo, parecia estar na Allianz Arena. Neuer só assistiu o jogo. Klose se torna o maior artilheiro da história das Copas com 16 gols. Tudo no roteiro a favor da Alemanha. E o pior, o time não fez muita força pra construir a goleada e só administrou a vantagem no segundo tempo. Neuer ainda trabalhou no segundo tempo e tirou qualquer chance de reação do Brasil.
Nossa defesa não foi treinada com Dante. Foi o que me pareceu. Uma bagunça, uma peneira, um queijo suíço, como queiram. No ataque, Hulk teve muitas bolas e errou todas, saiu no segundo tempo para Ramirez e o time melhorou, tarde demais. Oscar novamente sumiu, ninguém o viu desde a Croácia, apareceu aos 46 do segundo tempo com um gol de peso zero. Fred a mesma coisa, mas não o culpo. Centro-avante sem bola pra finalizar não tem culpa se não faz gol. Tudo isso é responsabilidade do Felipão. Piada pronta foi tirar o Fred justo neste jogo, quando a vaca já tinha ido pro brejo. Teimou muito como sempre, como em 2002, mas desta vez não tinha Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho pra resolver as partidas.
Com a cabeça fria: é necessário uma reformulação completa do modo de se planejar nossa Seleção. Assim como a Alemanha fez com Klinsmann e Lowe. Não dá mais pra juntar jogadores e colocar em campo, acreditando que um craque vai resolver, que a camisa vai pesar. Craques resolvem, camisa pesa, mas só isso no futebol moderno não ganha mais nada. Hoje sim, sou a favor de um estrangeiro para revolucionar esta seleção.
Doeu demais! Pra quem ama futebol. Pra quem ama essa Seleção por toda sua história, craques e glórias, doeu demais. É um dos dias mais tristes da minha vida. Nunca mais me esquecerei do massacre do Mineirão.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
O show é levantar a Taça
Na final de 2002, o Brasil era mais time, tinha craques como Ronaldo em campo e o jogo contra a Alemanha foi dificílimo. Marcos trabalhou bem e fez duas grandes defesas na partida. Contamos também com a única falha do goleiro Kahn na Copa, no primeiro gol do fenômeno. Só lembranças, para termos a noção do tamanho da dificuldade que teremos no Mineirão, sem Neymar e Thiago Silva, pela semifinal da Copa 2014.
O papel da torcida é fundamental. E o Mineirão não pode ser frio como foi contra o Chile. Precisa empurrar, gritar, apitar a partida toda. Os jogadores entrarão com raça, eu não tenho dúvidas. Tenho medo é da arbitragem do mexicano Marco Rodrigues, extremamente rigoroso na aplicação de cartões. Portanto a pilha da torcida e a raça dos jogadores precisam ser dosadas nas disputas de bola, ou poderemos ter jogadores no chuveiro mais cedo e até fora de uma eventual final. Ninguém quer isso.
Na vaga de Thiago Silva, Dante entra sem muito mistério. A saída de Neymar é bem mais complicada. Felipão pode simplesmente substituí-lo por William ou Bernard e manter o esquema tradicional, com Oscar no meio, Hulk na outra ponta e Fred na frente. Particularmente, eu congestionaria o meio campo com mais um jogador. O meio é o ponto forte da Alemanha. Um dos. Pelas características de pegada, eu ia de Ramirez. O time então ficaria com JC, Maicon (não sai mais), Dante, David Luiz e Marcelo; Luis Gustavo, Hernanes, Ramirez, Oscar e William; Hulk isolado na frente.
Sim, é um time defensivo, porém com alto poder de contra-ataque. É a humildade que acho necessária. Hoje, os alemães são mais time que a gente. Vamos jogar fechadinho, brigando muito no meio campo e correndo toda hora no contra-ataque. Humildade e respeito não significam medo. O show é levantar a taça.
terça-feira, 17 de junho de 2014
A parede mexicana!
Faltou criatividade pro time brasileiro hoje. Faltou sorte também. Três boas finalizações de Neymar foram barrados pelo ótimo Ochoa. Não que o Brasil tenha sido muito superior. Não foi. O México chegou a assustar, mas jogou na tática "retranca" a maioria dos 90 minutos.
Como pontos positivos, destaco as atuações defensivas do goleiro Júlio César e do capitão Tiago Silva. Júlio foi exigido e correspondeu, mostrando segurança. O zagueiro brasileiro fez sua primeira falta após 165 minutos de jogo na Copa. Acabou amarelado, o que pode ser um problema.
O ponto negativo foi a falta de criatividade, falta de opções de ataque contra o sistema ferrolho do México. Com certeza não será o último jogo em que teremos que furar uma retranca. Precisamos estudar maneiras de fazer isso para o futuro da competição.
Oscar apagado. Neymar tentou muito e travou um belo duelo com o goleiro mexicano. Paulinho ainda não se encontrou na Copa do Mundo, precisa voltar a ser o fator surpresa no ataque. Fred foi mal. Recebeu apenas uma bola pra finalização de cabeça e parou em Ochoa. No trabalho de preparar jogadas, o atacante do Fluminense foi mal. Nossos laterias oscilaram. Marcelo foi pior que a estreia e Dani Alves melhor, mas ambos precisam melhorar muito. Luis Gustavo foi o melhor depois de Tiago Silva, o melhor brasileiro em campo.
Minha preocupação é realmente o banco brasileiro. Não temos opções impactantes. Que mudam o jogo da Seleção nos último minutos. Felipão precisa tirar este coelho da cartola.
Continuamos em primeiro. Brasil e México classificam-se com empates na última rodada. Mas meu palpite é que classificam Brasil e Croácia.
Como pontos positivos, destaco as atuações defensivas do goleiro Júlio César e do capitão Tiago Silva. Júlio foi exigido e correspondeu, mostrando segurança. O zagueiro brasileiro fez sua primeira falta após 165 minutos de jogo na Copa. Acabou amarelado, o que pode ser um problema.
O ponto negativo foi a falta de criatividade, falta de opções de ataque contra o sistema ferrolho do México. Com certeza não será o último jogo em que teremos que furar uma retranca. Precisamos estudar maneiras de fazer isso para o futuro da competição.
Oscar apagado. Neymar tentou muito e travou um belo duelo com o goleiro mexicano. Paulinho ainda não se encontrou na Copa do Mundo, precisa voltar a ser o fator surpresa no ataque. Fred foi mal. Recebeu apenas uma bola pra finalização de cabeça e parou em Ochoa. No trabalho de preparar jogadas, o atacante do Fluminense foi mal. Nossos laterias oscilaram. Marcelo foi pior que a estreia e Dani Alves melhor, mas ambos precisam melhorar muito. Luis Gustavo foi o melhor depois de Tiago Silva, o melhor brasileiro em campo.
Minha preocupação é realmente o banco brasileiro. Não temos opções impactantes. Que mudam o jogo da Seleção nos último minutos. Felipão precisa tirar este coelho da cartola.
Continuamos em primeiro. Brasil e México classificam-se com empates na última rodada. Mas meu palpite é que classificam Brasil e Croácia.
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